O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 02/06/2021
“Culto ao corpo, saúde ou doença?” Uma tão simples e, aparentemente, insignificante pergunta, mas apresenta inúmeros desmembramentos. Entretanto, a resposta é simples: Depende. Deve sim o corpo ser cultuado, cuidado, mas existe um limite. As pessoas deveriam saber até onde ir de acordo com seu biótipo. Não é correto nem saudável uma pessoa ir além do seu limite. Porém, há na sociedade um padrão corporal de imenso peso, o qual é sustentado pelas redes sociais, revistas, propagandas, novelas. Onde nesses, sempre são representadas pessoas com corpos magros e musculosos. Impondo um padrão que, na realidade, é inalcançável. Podendo trazer sérios prejuízos para aqueles que tentam alcançar esse ideal.
Em busca desse padrão, as pessoas tentam, de várias formas, perder peso rapidamente. Destarte que brasileiro é o que mais usa remédio de emagrecer, sem receita médica na América Latina, mostra um estudo da empresa especializada em pesquisa de consumo Nielsen Holding. As pessoas deveriam usar tais medicamentos em prol de sua saúde, e com acompanhamento médico adequado para cada caso, não tentando alcançar um padrão de beleza. Tais atos, de tentar perder peso para estar dentro de um padrão, pode desencadear uma necessidade falsa de precisar emagrecer rapidamente, e para isso acaba vendo como “solução” tais remédios. Consequentemente, acaba por abrir portas para doenças, como distúrbios alimentares, desenvolvimento da tolerância ou até a dependência Química desses medicamentos.
Além disso, desmotivação não fica para trás, de acordo com um levantamento encomendado pela Nestlé, o estudo revela que 61% das brasileiras querem emagrecer, mas metade não se esforça para isso. Então vendo a falta de resultados, as pessoas se veem fora do controle, o que acaba levando à tona a desmotivação. Dessa forma, afetando não só o psicológico da pessoa, mas também sua saúde. Bem como relação com amigos e familiares, onde essas pessoas deixam de frequentar os mesmos estabelecimentos.
Portanto, para desmistificar e quebrar esses padrões, é necessário que, inicialmente, mídias sociais e o comando especial de comunicação social, abordem temas, por meio de publicações, que exibam pessoas reais. A fim, de diminuir as comparações feitas. Bem como é louvável que, para que as crianças e os adolescentes já cresçam tendo noção de que não existe um “corpo perfeito”, e que não precisam colocar sua saúde em risco para tentar alcançar esse padrão, o ministério da educação e da saúde, entrem em cena e levem às escolas assuntos que abordem o tema. Para que, dessa fora, o culto à padronização corporal no Brasil diminuir.