O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

Nos dias atuais, as redes de comunicação possuem um impacto enorme nos hábitos e costumes da população. A representação do padrão imposto pela sociedade está em evidencia desde a infância. Nos filmes da Disney, as princesas, sempre magras, delicadas, e em esmagadora maioria, brancas, representam o padrão ideal imposto pela sociedade. Fora da ficção, o padrão ideal imposto estruturalmente pela sociedade causa diversos problemas de saúde mental e física para quem não o segue.

É primordial ressaltar que, a busca pelo corpo ideal, em algumas situações, é acompanhada por riscos à saúde do indivíduo. Dietas malucas para perda de peso são, na maioria dos casos, as grandes responsáveis por doenças relacionadas a distúrbios alimentares, depressão e ansiedade. Caso as dietas não deem resultado, costuma-se procurar por intervenções cirúrgicas.

Em decorrência disso, crescem cada vez mais o número de cirurgias plásticas e o de mortes após o procedimento cirúrgico. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps), morrem dezenove mulheres a cada 100 mil cirurgias de lipoaspiração. Desse modo, a busca incansável pelo corpo perfeito faz com que o indivíduo aceite correr riscos apenas para se sentir aceito. Neste contexto, fica claro que a negligencia governamental, a imposição do padrão tido como “perfeito” por parte da mídia e a visão deturpada da sociedade, são os grandes vilões para a saúde física e mental das pessoas.

Diante desta problemática, constata-se que, para quebrar os paradigmas do culto à padronização corporal no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde, responsável por garantir apoio médico a população, aliado ao Ministério das Comunicações, que é responsável por regular os serviços de telecomunicações, garantir a inclusão daqueles que se sentem fora do padrão imposto pela mídia, através de projetos com a finalidade de conscientizar a população sobre os riscos de intervenções cirúrgicas e dar apoio psiquiátrico para aqueles que se sentem o oprimidos.