O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/06/2021

No filme “O mínimo para viver”, um sucesso de 2017, conta a história de uma jovem sem perspectivas de se livrar da anorexia. Porém, ela encontra um médico não convencional que desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, revelando que tudo pode mudar. Fora da simulação, a realidade apresentada não é diferente, visto que o culto à padronização corporal vem se tornando cada vez maior, um originar diversos transtornos aos indivíduos que não se encaixam nessas especificações. Isso ocorre tanto pela grande influência da mídia, quanto pelos distúrbios alimentares.

Primeiramente, é importante destacar uma interferência dos meios das tecnologias de informações que desencadeou um crescimento significativo da exposição e da cobrança sobre os modelos dos padrões estéticos. Torna-se evidente, portanto a influência da mídia na insatisfação com a imagem corporal das brasileiras. Segundo a USP, em uma pesquisa feita com os estudantes da universidade, cerca de 80% das pessoas entrevistadas apresentaram uma insatisfação corporal. Neste sentido, isso deve ao padrão de beleza imposto pela mídia e a cobrança da própria sociedade de que, sobretudo, como mulheres seguem como o ideal.

Consequentemente, ocasionando diversos fatores psicológicos como transtornos alimentares aos indivíduos que saem esses padrões impostos como sendo “o corpo perfeito”. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Psiquiatria, um por cento da população mundial, ou seja, cerca de 70 milhões de pessoas foram relatadas com transtornos alimentares. Diante disso, percebe-se que, a sociedade atual, com a sua valorização e o culto à magreza, fazendo da obesidade, uma condição altamente estigmatizada e rejeitada, levada a maioria das pessoas à busca frenética do “corpo ideal”, predispondo os vulneráveis ​​a desenvolver doenças.

Mediante ao exposto, torna-se evidente que a padronização corporal tem como origem o grande aumento do uso das redes sociais. Desse modo, com o objetivo de solucionar essa problemática, é necessário que o Governo Federal atue por meio do Plano Nacional de Saúde Mental que, a partir do Ministério da Educação, altere a Base Nacional Comum Curricular, com a obrigatória de incluir a matéria de Educação Emocional no ensino fundamental e médio. Ademais, ainda dentro desse mesmo plano, o Ministério da Saúde deve propor parcerias com empresas de comunicação, um exemplo da televisão aberta e redes sociais, estimulados por incentivos fiscais, com o intuito de veiculares informativos que exaltem a diversidade da beleza natural. A partir dessas medidas, o filme supracitado não mais representa o comportamento marginalizante da sociedade.