O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/11/2020

O culto á padronização corporal não é um acontecimento atual, essa busca de padrão ocorre desde o século passado com grandes nomes servindo como referencia como a Marilyn Monroe na maioria das vezes sendo referencia para o meio feminino e Arnold Schwarzenegger como exemplo para a população masculina  da sociedade na busca de um “corpo perfeito”. Nos dias atuais mudou um pouco o padrão de beleza para todos, hoje em dia é comum as pessoas afim de buscar padronizar-se socialmente porem silicones, realizarem cirurgias estéticas.

O padrão desse tal “corpo perfeito” é imposto todos os dias no Brasil, seja em capas de revistas ou em tutoriais na internet, homens e mulheres com corpos lisos e eretos sem estrias e usando maquiagem, estampam o ideal de perfeição. Um outro ponto que não se pode esquecer é que vivemos em um mundo capitalista, em que desejos e interesses são produzidos em massa, para a indústria do consumo, é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado e lucram mais encima da população.

Hoje no Brasil, já se ouvem opiniões contrárias a esses padrões impostos, entretanto, a mídia ainda tem um poder muito forte nas representações sociais e, como forte aliada do sistema capitalista, contribui para que esses estereótipos sejam perpetuados e continuem fazendo a cabeça de muitas pessoas. Nesta busca desenfreada por se assemelhar a tal padrão, muitas pessoas chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde, muitas pessoas não conseguem nem sobreviver vivendo num certo padrão de dieta, ou numa cirurgia estética muito arriscada.

É preciso, portanto, que se reflita sobre essa representação corporal que nos é imposta a cada dia. O primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limitada de beleza. Aceitar-se é um processo de evolução.