O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/11/2020
O psiquiatra, professor e escritor brasileiro Augusto Cury disse: “Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é exclusiva como um quadro de pintura, uma obra de arte”. Cury, nesta frase, faz uma referência ao padrão de beleza imposto pela sociedade que gera elevados casos de pessoas obcecadas pela simetria corporal.
A empresa Edelman entrevistou 4 mil mulheres, de sete países: Índia, EUA, Reino Unido, Brasil, China, Japão e Turquia. No Brasil, os dados mostram que 76% das mulheres e 67% das jovens entrevistadas acreditam que a mídia e a publicidade definem um padrão impossível. O estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias. Seja em capas de revistas ou em tutoriais na internet, homens e mulheres com corpos torneados estampam o ideal de perfeição inatingível. Nesse contexto, a pressão social para alcançar certos padrões de beleza, acaba sendo uma das maiores causas da baixa-autoestima. Além disso, o conceito de que há um modelo específico de beleza a ser seguido pode gerar violência - tanto física como psicológica - como o bullying, por certa pessoa não se encaixar a um aspecto corporal.
A mídia tem um poder de influência muito forte nas representações sociais e, sendo aliada do sistema capitalista, contribui para que esses estereótipos sejam perpetuados. o culto ao belo é utilizado como artifício para atrair pessoas ao consumo, gerando assim, uma padronização quanto a esse tipo, mas traz como consequências como o preconceito ao diferente.
Por isso, é necessário que o Ministério da Educação realize uma campanha de conscientização para quebrar a padronização corporal através de palestras explicando os biotipos corporais e a diversidade da beleza em escolas do Ensino Médio com participação familiar.