O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/11/2020

Muito tem se discutido sobre os padrões de beleza que são, inclusive, incentivados pelos meios de comunicação, infelizmente, promovendo a exclusão social e a baixa autoestima.  Por isso, torna-se crucial a criação de programas governamentais que venham combater o culto à padronização corporal dentro da sociedade brasileira.

Pode-se mencionar, por exemplo, o filme “Linda de morrer”, no qual, a fim de alcançar um corpo perfeito e aumentar sua autoestima, Paula, uma cirurgiã plástica interpretada por Glória Pires, aplica em si mesma uma fórmula experimental para eliminar celulites e morre. Desse modo, fica evidente a busca pelo físico ideal para se encaixar no padrão estipulado pela mídia em revistas, novelas, propagandas e etc. Além disso, a sociedade machista em que vivemos impõe a perfeição da estética e do comportamento femininos, não deixando brechas para a diversidade e expressividade da mulher.

Ademais, em uma pesquisa realizada pela marca de cosméticos Dove, mostrou que apenas 14% das 6.400 mulheres entrevistadas se definem como belas e 59% sentem-se pressionadas a serem bonitas. Por outro lado, os homens também procuram inserir-se no padrão de beleza, o que é evidenciado pela Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spas), a qual afirma que o público masculino representa 30% dos pacientes de clínicas estéticas. Entretanto, tratamentos cirúrgicos  não são acessíveis a todos, pois o custo do serviço é alto, excluindo as classes mais baixas de se moldar de acordo com a imagem considerada ideal.

Em síntese, o culto à padronização corporal no Brasil tem afetado os brasileiros diariamente. Sendo assim, com o objetivo de minimizar este problema, cabe aos Ministérios da Saúde e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar e divulgar programas sobre a beleza interna das pessoas ser mais importante do que o frívolo e inexistente corpo perfeito, a fim de levar os cidadãos do país a amarem a si mesmos e suas peculiaridades.