O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/11/2020

O culto à padronização do corpo tem sido evidência na sociedade do século XXI, acenando olhares e preocupações do mundo inteiro. No entanto, o Brasil vai de abertura oposta a evolução e proporciona altos casos de pessoas obcecadas pela harmonia corporal. Perante isso, propagandas e comerciais exibindo o corpo “perfeito” e o bullying escolar e familiar são pilares desta ameaça.

Em principal análise, compete pontuar que, segundo uma pesquisa realizada pela Dove, mais de 80% das entrevistadas afirmaram sentirem-se pressionadas a atingir a definição de beleza, em virtude dos padrões etnocêntricos impostos pelas indústrias ligadas a aparência. Além disso, convém mostrar que a busca pelo corpo perfeito pode exceder as barreias do bem-estar e trazer prejuízos a qualidade de vida do sujeito, visto que essa prática é capaz de tornar-se uma obsessão. Como consequência, essa ação pode resultar no desenvolvimento de distúrbios alimentares, como a anorexia, bulimia os quais, em casos graves, leva à morte, mas também distúrbios psicológicos, como a depressão.

Sendo assim, é preciso pontuar, de início, que, segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade é imposto pela classe dominante. Dessa forma, é possível deduzir que os grupos mais prejudicados sejam os menos favorecidos financeiramente. Os padrões de beleza, idealizados pela elite, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, que se sentem lesadas por não reproduzirem um arquétipo de estética.

Para diminuir a pressão para se ter um corpo perfeito é resumido que seja criada uma campanha de aceitação corporal. Para que essa campanha atinja seu objetivo, precisamos que o ministério da saúde convide pessoas que influenciam essas mulheres. Podemos encontrar essas influências no site Youtube, que, segundo as estatísticas da plataforma, tem o seu maior público alvo ente os 18 e 35 anos.