O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/11/2020

“Se você não nasceu com o que quis, você pode comprar alguns pares de enfeites[…] Ninguém irá te amar se você não for atraente[…] É verdade que a dor é beleza?” esse é um trecho da música Mrs. Potato Head, da cantora Melanie Martinez, que fala justamente sobre a necessidade que muitas pessoas sentem de realizarem procedimentos estéticos por se sentirem inferiores ao padrão que a sociedade impôs.

Não é novidade para ninguém que o mundo está tomado por padrões de beleza, e que muitas pessoas acabam fazendo de tudo para alcançar a beleza padronizada, tanto homens como mulheres procuram mudar partes do seu corpo que não agradam ou que parecem diferentes. De acordo com o levantamento em 2018, “foram registradas mais de 1 milhão 498 mil cirurgias plásticas estéticas no Brasil, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos” segundo dados divulgados em dezembro de 2019, pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Além disso, as mulheres representam 87,2% das pessoas que fizeram cirurgia plástica, num total de mais de 20 milhões; já os homens representam 12,8%, num total de mais de três milhões. De acordo com os dados podemos perceber que o público feminino é o que mais utiliza da prática da cirurgia para alcançar a aparência ideal, tudo isso por consequência dos padrões que a mídia expõe e mostra que aquilo é o ideal, fora desse modelo, não se encaixa como beleza de verdade, e por esse motivo muitas mulheres e homens se submetem a modificações corporais para serem vistos e elogiados. Não é errado mudar ou querer se parecer com alguém, mas tudo deve ter limites e moderação, já que os procedimentos estéticos são para vida toda; muitos acham que ser iguais aos outros deve ser o normal, mas a diferença entre as pessoas é o que as destaca, as suas diferenças é o que o tornam único, seja você mesmo