O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Desde o século XXI a questão da beleza sempre ganhou destaque e valorização, sendo, muitas vezes, mais importante que o intelectual. Porém, o avanço do capitalismo, tal percepção demostra uma estagnação no processo de desenvolvimento social, visto que as pessoas passaram a ser vistas e a enxergar os outros, maioritariamente, como objetos. De início, é importante ressaltar que, segundo Émile, o fato social constituído pela coerção e externalidade, deitam maneiras de agir e pensar.
É notório que o culto à beleza se encaixa na teoria do sociólogo, uma que que, a todo momento, os indivíduos estão expostos a padrões de beleza; no entanto, essa alienação passa despercebida, já que tornou-se hábito a sua frequente disseminação. Assim, a contínua forma de analisar a realidade a partir de conceitos preconcebidos, funciona como uma forte base para a manutenção da padronização.
A indústria da beleza também se encaixa na teoria de Durkheim. Partindo dessa premissa, ela é capaz de produzir e disseminar produtos de acordo com seus interesses, como número de vestuário que só servem para pessoa de baixo peso, o estímulo da compra de cosméticos, a necessidade de plásticas e cirurgias desnecessárias, a importância de ir à academia, entre outros. Logo, isso é extremamente perigoso por se tornar uma busca descontrolada e ininterrupta, já que cada vez mais são lançadas novidades em curto período.
Portanto, os meios midiáticos e a indústria precisam de limites. Dessa forma, é fundamental a intervenção do governo em parceira com ONG’S e instituições escolares; aquele e esse com objetivo de implantar projetos sociais que estimulem a melhoria da saúde em detrimento do corpo, com orientações necessárias de profissionais sobre cuidados, e este através do incentivo ao pensamento crítico, por meio de debate e trabalhos. Dessa forma, provavelmente, a sociedade será mais humanizada e menos preconceituosa, se sobrepondo aos perigos do fato social.