O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 08/09/2020

Ao decorrer dos séculos vários padrões foram impostos na sociedade, sendo um deles o culto à padronização corporal. No entanto, o público mais atingido são as mulheres, trazendo grandes problemas como a anorexia, bulimia e vigorexia. Pode-se dizer, então, os inúmeros malefícios à sociedade, tornando necessário ser barrado.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a mídia com os seus programas e comerciais que induzem as pessoas a acharem que o corpo que devemos ter é o magro, alto e com cabelos lisos e loiros. Em “Pequena Miss Sunshine”, filme estrelado por Abigail Breslin, discute como as relações devem ir além de uma subjetividade exterior onde a personagem encontra-se fora do padrão em comparação das demais candidatas do concurso de beleza, sendo quando entra na passarela atrai olhares de reprovação por ser diferente das outras participantes. Nesse sentido, a padronização corporal torna-se intolerável já que com ela automaticamente o diferente se torna feio e sem valor.

Outrossim, o ganho das indústrias financeiras pode ser apontado como principal problema. De acordo com os dados da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), no ano de 2018 a área movimentou R$ 47,5 bilhões. Fazendo com que as indústrias invistam cada vez mais em marketing de comerciais sobre um ideal corporal que não existe e despertando cada vez mais nas mulheres a vontade de atingir um corpo inatingível. Desse modo, apresenta o poder que a mídia tem sobre as pessoas.

Infere-se, portanto, que induzir as pessoas a terem um padrão corporal é uma ameaça a vida humana. Sendo assim, o Poder Legislativo junto com as Indústrias Midiáticas devem se unir para legislar, fiscalizar e controlar comerciais e programas que induzam as pessoas sobre os aspectos seus corporais. De modo para aqueles que descumprirem levem uma penalidade e que com isso combata a padronização corporal.