O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 22/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada pela ONU em 1948- assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social.No entanto, o que realmente se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, visto que há uma padronização corporal imposta pela mídia,desse modo, modificando formas corporais antes  “aceitas” pela sociedade . Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto do poder persuasivo dos meios de comunicação.

Primeiramente, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas suficientemente efetivas que combatam a alienação do corpo perfeito imposto pelas mídias. Partindo desse pressuposto, a concepção do belo foi sendo moldada com decorrer da história, de tal forma que na antiguidade a mulher de quadril largo era sinônimo de belo, porém os traços  foram afilando no século XXI. Além disso,esse novo padrão leva muitas mulheres a casos de anorexia e bulimia, que atingem principalmente as jovens.

Em segunda instância, é imperativo ressaltar o poder de convencimento da mídia como promotor do problema. Visto que desde o avanço da globalização no mundo que a população ampliou o impulso consumista, nessa perspectiva, os meios de comunicações utilizam de estratégias de persuasão para impor um padrão de beleza utópico na sociedade.Ademais, essa busca utópica leva a uma assimetria socioeconômica, visto que os produtos ofertados custam caro, por conseguinte fazendo com que mulheres com menor poder aquisitivo  a não se sentirem bem consigo.

Portanto, medidas exequíveis devem ser tomadas para conter o avanço dessa problemática.Logo, necessita-se o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Telecomunicação, seja revertido em campanhas informacionais,por meio de uma menor alienação imposta pela mídia,assim, desmistificando o padrão de beleza imposto pelas redes.Dessa forma, espera-se frear o culto à padronização corporal no Brasil.