O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/10/2020
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Esse é o trecho da música “Pais e Filhos” do Legião Urbana em que faz representação do mundo contemporâneo a partir da analogia às relações líquidas. Neste contexto, ao observar o culto à padronização corporal no Brasil, percebe-se que o trecho da canção que deve ser discutida, haja vista a pressão sofrida pelas pessoas e os problemas causados.
Em primeira análise, nota-se que há uma sociedade que maioria das vezes roga sempre por corpos perfeitos, existindo uma maior pressão sobre o corpo feminino, mostrados em mídias e redes sociais trazendo procedimentos estéticos com mais frequência, mostrados de maneira completamente banal, muita das vezes ultrapassando barreiras do bem estar. Da mesma forma o uso de medicamentos e outros produtos com diversas promessa, e afetando a saúde podendo trazer prejuízos à qualidade de vida do indivíduo.
De maneira análoga ao visar tal realidade a problemática pode-se relacionar a teoria dos “Ídolos”, do Francis Bacon, na qual as falsas percepções humanas atrapalham a compreensão da realidade, na busca de um corpo supostamente perfeito leva ao desenvolvimento de conflitos psicológicos. Dessa maneira, a supervalorização corporal não percebam o sistema ilusório no qual estão inseridos. Por conseguinte, podem atribuir a algumas pessoas diversos transtornos alimentares.
Dessa forma pode-se dizer portanto, que medidas plausíveis devem ser tomadas,logo cabe ao Governo Federal juntamente ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária(CONAR),traçar um planejamento para mostrar a diversidade corporal, fazendo campanhas de incentivo a saúde e não a estética, para que os indivíduos afetados se tornem independentes desse imbróglio a fim de combater o culto à padronização corporal no Brasil para que no futuro a maioria das pessoas possa amar o seu corpo como ele é, contanto que seja completamente saudável.