O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 28/09/2020

O culto ao corpo é uma prática presente na humanidade desde a Grécia Antiga, que valorizava a capacidade atlética dos homens. Por certo, esse período histórico contribuiu para a valorização corporal presente no mundo moderno. No entanto, a alimentação brasileira somada com a falta de exercícios físicos dificultam a preservação corporal.

A princípio, mais de metade da população brasileira está acima do peso, de acordo com o Ministério da Saúde. Tal informação ilustra que a valorização corporal não é a prioridade da maioria dos brasileiros, o que pode ser considerada um “fato social”, de acordo com o pensamento  de Durkheim, pois esse comportamento referente ao corpo humano está generalizado no estilo de vida dessa nação. Desse modo, observa-se que  a valorização corporal não é totalmente exercida no Brasil, já que existe um alto percentual de pessoas fora do peso ideal.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que 47% da população brasileira é sedentária, o que simboliza a falta de cuidado com o corpo, como também enfatiza um problema de saúde pública, visto que o sedentarismo é considerado o quarto maior fator de risco de mortes no mundo, segundo a OMS. Portanto, nota-se que a realização de exercícios físicos é mutuamente benéfica para os indivíduos, já que contribui para a valorização do físico corporal e ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares.

Dessa forma, é possível analisar que a falta de atividades físicas na rotina dos brasileiros reflete na omissão das práticas de culto ao corpo. Logo, é essencial que o Ministério do Esporte realize uma parceria com o Ministério da Saúde, com a finalidade de diminuir o número de pessoas sedentárias, por meio da instalação de equipamentos de ginástica em praticamente todos os municípios do país. Assim, o acesso às atividades de valorização corporal será democratizado, o que melhorará a saúde coletiva.