O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/08/2020
“Espelho, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu?”. Embora a frase tenha sido mencionada pela Rainha Má do filme Branca de Neve, em 1937, ela representa a lógica do século XXI. Pois, devido ao advento da internet e das redes sociais, a padronização corporal no Brasil se intensificou. Diante disso, o individualismo e os danos à saúde mental são as consequências dessa realidade.
Primeiramente, é válido salientar que a ascensão do individualismo ocorreu durante a Primeira Revolução Industrial. Nesse período, com a divisão do trabalho e o nascimento do liberalismo, a relação do homem com a máquina ficou mais forte. Similar ao que acontece atualmente; mas, em vez da máquina, as câmeras dos celulares. Nelas, os indivíduos pedem criar um mundo seu, uma bolha, no qual resta apenas o espelho e a sua imagem.
Além disso, o “mergulho” egocêntrico, quando estampado nas redes socias, abre espaço para duras críticas. Isso é exemplificado no trecho da música “Desconstrução”, Tiago Iorc, “queria só um pouco de atenção, mas encontrou a própria solidão”. Ou seja, após a alta exposição narcisista, os riscos de encontrar a solidão por causa do ambiente das redes sociais são a insegurança, a baixa autoestima e, até mesmo, a depressão. Assim sendo, é preciso diminuir as consequências causadas por essa síndrome da Rainha Má.
Então, as Redes Sociais, como Instagram, Facebook e Twitter, devem promover um ambiente saudável para os usuários, por meio de campanhas e postagens, a fim de incentivar o uso consciente e menos individualista da parte dos internautas. Desse modo, os novos espelhos mágicos não refletirão apenas o mundo de cada um e, assim, diminui-se os danos à saúde mental dos indivíduos.