O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/07/2020
Não é de hoje que a discussão a respeito da idolatria ao parâmetro corporal no Brasil vem despertando a atenção nas redes sociais. Isso se dá porque, enquanto parte da sociedade acredita que existe um padrão estético a ser seguido, outra parte, entretanto, acredita na quebra dos estereótipos. Desse modo, ações sociais devem ser empreendidas em caráter de urgência, sob pena de retrocessos socioculturais irreparáveis. Antes de mais nada, é preciso considerar que a veneração da medida corporal ideal é uma construção histórica e social. Isso tem ocorrido porque de acordo com a descrição cronológica de acontecimentos o indivíduo era educado para ter boas maneiras e um corpo que fosse aceitável diante da sociedade. Como consequência disso, uma boa parte da coletividade ainda sofre com esse conceito ocasionando graves problemas psicológicos. Entretanto, há quem luta contra os esteriótipos implantados pela população. Ora, é inegável que esse movimento vem ganhando voz na internet e mudando a cosmovisão do homem, buscando cada vez mais amar seu próprio corpo e suas medidas. O filme Gostosas, Lindas e Sexies mostra a batalha que é no cotidiano de uma mulher que não se encontra no padrão e os desafios que ela enfrenta.
Diante do exposto, antes que o problema em torno da devoção à padronização física no Brasil se agrave, é preciso intervir. Logo, cabe ao governo fazer cursos de autoaceitação. Essa medida deve ser feita por meio de palestras com psicólogos especializados na área, e, para tanto, é necessário que aprendam a gostar do seu próprio corpo e entender que cada um tem suas diferenças, cujos efeitos serão não apenas a diminuição do desgaste metal, mas também a valorização das diferenças de estética. Afinal, nosso corpo é um templo e devemos cuidar dele.