O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/04/2019
A beleza possui inúmeras versões
Os artistas renascentistas tinham como objetivo aplicar a mimesis e representar detalhadamente o corpo humano idealizando sua perfeição, como pode ser observado na obra de Michelangelo “Davi”, na qual é representado um homem totalmente nu e cheio de músculos. Hodiernamente, o pensamento de adoração à aparência e a padronização é extremamente presente na sociedade, devido a influência da mídia tornando a sociedade superficial e obcecada pelo corpo perfeito.
Em princípio, a presença da mídia torna a sociedade alienada e cada vez mais desesperada pelo corpo perfeito. No início do século XX os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer alertaram sobre o controle que a mídia tinha sobre os indivíduos; essa manipulação,através dos meios de comunicação de massa, com propagandas, novelas e filmes que idealizam os estereótipos de beleza gera o desespero pelo corpo perfeito e com isso o surgimento de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares.
Diante desse cenário, muitos indivíduos sentem a necessidade de modificar os próprios corpos, sem levar em conta as consequências. A obsessão de remodelar o corpo para se encaixar gera, em muitos casos, a necessidade de fazer cirurgias plásticas que podem levar a morte, como mostram os dados estatísticos do Portal R7 afirmando que ao menos uma pessoa morre por mês em cirurgias plásticas no Brasil.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir o culto à aparência no mundo contemporâneo. O Congresso Nacional deve criar leis que impeçam a transmissão de estereótipos para mostrar a “beleza ideal” nos meios de comunicação de massa como em propagandas. Ademais, o MEC deve providenciar palestras nas escolas sobre a temática para alertar a sociedade sobre os riscos da padronização dos cidadãos na sociedade e propagar que a beleza possui várias versões e está presente em todos os indivíduos.