O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 01/04/2019

Magreza= beleza

Ser magra ainda é a prioridade número 1 de muitas das mulheres. Essa obsessão não surgiu do dia para a noite: ela é fruto de um ambiente mais cruel do que você imagina. O corpo magro e jovem também exige cada vez mais procedimentos estéticos e cirurgias para atingir a dita “perfeição” – ou, pra ser mais direto, exige grana, que vira mais um obstáculo.

A preocupação com o ponteiro da balança, está longe de ser apenas uma preocupação com a saúde, essa neura com o peso não vem dos tempos mais remotos. Basta espiar as obras de arte dos séculos passados e ver que a figura feminina idealizada ali concentrava mais gordura do que as top models de hoje, ainda que o padrão em si tenha mudado pra valer, a lógica por trás dele permanece. Hoje, só no Brasil, um terço das meninas que estão no 9º ano do Ensino Fundamental já se preocupam com o peso, de acordo com uma pesquisa de 2013 do IBGE. A nível global, a probabilidade de que uma moça com idade entre 15 e 24 anos morra em decorrência de anorexia é 12 vezes maior que por qualquer outra causa.

Com a ascensão da internet, a coisa piorou. Tumblr, Facebook, Instagram, Twitter e as outras tantas redes sociais colaboram para a obsessão por corpos cada vez mais magros. Esses sites, espalham com uma velocidade assustadora ideias sobre a imagem corporal que atingem pessoas do mundo todo, de todas as idades. Por isso tudo, tanto colégios, como postos de saúde, precisam atuar contra essa fixação cultural na magreza feminina, com palestras envolvendo nutricionistas e psicólogas, uma vez por semana, para todas as mulheres de todas faixas etárias, visando assim patentear esse horrível padrão antigo, imposto na sociedade e que têm causado tanto sofrimento.