O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/03/2019

O padrão opressor.

O culto á padronização corporal no Brasil é perceptível em nossa sociedade, onde a busca pelo “corpo perfeito” é imposto e incentivado pela mídia, causando a busca desenfreada da adequação corporal em boa parte da população, principalmente a feminina. Essa necessidade de aceitação pessoal pode gerar transtornos alimentares prejudiciais á saúde, fato inadmissível.

É importante reiterar que desde o surgimento dos meios de comunicação tecnológicos, a influência midiática se expande, prova de sua “força” está na pesquisa Dino, divulgadora de notícias, onde 74% das pessoas compram de acordo com a mídia, vale ressaltar que os produtos são exibidos em modelos dentro dos ideais da sociedade.

De tal forma, os consumidores tendem a assemelhar-se com os ideais, grave problemática, pois quando essa busca desenfreada não tem êxito pode acarretar consequências, como exemplo a garota estadunidense de 11 anos que suicidou-se por não atender aos padrões, alegando que “Garotas bonitas não comem”.

Segundo a pesquisa “Há uma beleza nada convencional”, comissionada pela Dove, 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza imposta. Haja vista, que a opressão feminina é maior devido a sociedade brasileira ser culturalmente patriarcal, logo gera-se transtornos alimentares: bulimia, anorexia, vigorexia entre outros, sendo gritante a necessidade de intervenções nesse âmbito.

Torna-se evidente, portanto, que o padrão corporal opressor no Brasil deve ser discutido a fim de interver transtornos alimentares, a partir de propagandas nos meios de comunicação, de modo criativo, realizadas por atores e famosos conscientes dessa problemática, com o apoio do Ministério da saúde e educação, visando a igualdade e singularidade entre os povos. Desta forma será possível desconstruir o padrão opressor.