O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 01/04/2019
Propagandas enganosas e manipuladoras, preconceito descarado, heteronomia à moda estética, exclusão social, fórmulas mágicas para se obter um corpo perfeito, muitas doenças relacionadas a alimentação irregular, vida limitada a um padrão de beleza e educação alimentar corrompida por uma falsa ideologia.Esse é retrato do culto à padronização corporal brasileira.
Certamente, enquanto países como Canadá e Espanha dão um bom exemplo sobre uma sociedade com taxas baixas de preconceito em relação a beleza exterior, no Brasil, não há nenhum tipo de desenvolvimento educacional para isso.Não é de se surpreender que, esta cultura se encontra não só em revistas, jornais e catálogos, como também nas escolas e trabalho, manipulando e forçando o indivíduo a ter um corpo sarado, para se encaixar na sociedade.
Ademais, o investimento feito pelo Governo Federal e Estadual na quebra dessa ideologia foi mínima.Além disso, muitas pessoas por falta de um conhecimento adequado acabam seguindo padrões que prometem milagres em um curto período de tempo, por conseguinte, muitas doenças vêm à tona, como anorexia, bulimia e até mesmo depressão, fazendo com que o cidadão não apenas perca a vontade de se interagir socialmente como também acabe levando seu corpo ao extremo, e o que era para o bem estar acaba em martírio.
Sendo assim, levando-se em consideração essas aspectos, há um real necessidade de ações governamentais.O Ministério da Saúde (MS) juntamente com prefeituras municipais, elaborar projetos como “Saúde em Primeiro Lugar”, com a presença de médicos e educadores físicos, com o intuito de renovar os pensamentos sobre a busca extrema sobre os padrões de beleza e seus perigos, para desmascarar essa cultura inerente e promover o bem estar das pessoas, em consonância a aceitação do seu próprio corpo, e assim, o país progredir ao caminho certo