O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/03/2019
A cantora norte-americana Melanie Martinez, lançou em 2016, a música “Mrs Potato Head”. Tal música crítica e reflete sobre os padrões estéticos impostos pela sociedade atual. E, a forma como garotas são subjugadas a ter um corpo perfeito, um rosto perfeito e um namorado perfeito, obtidos apenas quando elas se propuserem a como foi dito na música " Colocar alfinetes em seus rostos".
A priori, o corpo perfeito foi se moldando de geração em geração, nos anos 50 os seios fartos e um corpo mais avantajado eram os moldes. Atualmente, o modelo segundo alguns meio de comunicação que buscam unificar as aparências se resume a magreza extrema, cabelos lisos, pele clara e olhos azuis. Gera-se assim, uma juventude revoltada com seu próprio corpo que busca dietas cada vez mais rígidas e que levam ao surgimento de doenças como anorexia e bulimia, classificadas como transtornos alimentares, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A posteriori, o ideal de que apenas com um corpo perfeito será possível obter sucesso e felicidade é um ideal que a sociedade traz consigo desde o século passado. Segundo o sociólogo francês Emilly Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Nesse segmento, dados do jornal Veja mostram que mais de 50% das garotas da cidade de São Paulo entre 15 e 24 anos acreditam que mulheres magras são mais felizes.
Portanto, para se atenuar essa problemática é de suma importância que o Governo Federal em parceria com o MEC ( Ministério da Educação) invista por meio de subsídios financeiros obtidos pelos impostos em palestras ministradas por psicólogos nas escolas e empresas demonstrando a inexistência de um corpo e uma aparência ideal e, as consequências da busca sem freios por um corpo perfeito; além disso, as mídias podem atuar por meio dos comercias de Tv e da entrega de panfletos constatando que a beleza não se resume apenas a magreza.