O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 28/03/2019
“O ser humano não teria alcançado o culto à padronização corporal no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado obter o corpo perfeito”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a padronização corporal mas também, posteriormente, a quebra de paradigmas é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de não almejar o corpo perfeito e aceitar as características particulares do corpo pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de garantir a segurança da saúde física e psíquica dos brasileiros, de modo que se evite os transtornos alimentares devido a obsessão das pessoas pelo corpo perfeito, na maioria das vezes, em que estão à procura de um cotidiano cada vez mais saudável, está assegurado não só pelos Direitos Humanos como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que os índices de brasileiros à procura de um corpo perfeito crescem e a sociedade do país é afligida pelas consequências da procura do corpo perfeito, o qual foi imposto pelos meios de comunicação, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.
Paradoxalmente, o ser humano, que é considerado como um ser racional dos demais seres vivos, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por apresentar um senso crítico, o qual não deixa o ser humano ser influenciado por qualquer informação, notícia ou atitude imposta pelos meios de comunicação, deixa a desejar no que se refere à utilização do senso crítico intrínseco ao ser humano, tendo em vista que, segundo a psicóloga clínica Marina Oliveira, a priori, o ser humano precisa obter um equilíbrio tanto físico quanto psíquico para que não seja influenciado a aceitar a padronização corporal.
O culto à padronização corporal no Brasil, portanto, deve ser combatido com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, nutricionistas e psicólogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade tanto do corpo docente e discente quanto de toda população dos municípios em relação ao equilíbrio da saúde física e psíquica dos brasileiros para que seja evitado os transtornos alimentares mas também a obsessão pelo corpo perfeito sendo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente, de modo que eles se tornem uma prática cotidiana nas escolas do Brasil.