O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/03/2019
O culto a padronização corporal é um conceito que pode ser visto desde a Pré-história, onde a obesidade representava o perfil ideal da mulher, sendo associada a fertilidade e a disponibilidade de recursos. Essa concepção estética foi se modificando com os séculos, e atualmente se baseia no padrão das supermodelos, no qual as mulheres possuem alta estatura e são magras. Desse modo, a busca pelo corpo perfeito traz consequências à saúde, surgindo doenças como anorexia, bulimia e vigorexia.
Uma pesquisa realizada pela Edelman Intelligence, comissionada pela Dove, constatou que mais de 83% das mulheres, com idade entre 18 a 37 anos, se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza e 63% delas acreditam que certa aparência importa para ser bem-sucedida no mercado de trabalho. Isso se deve ao fato da influência midiática, com novelas e propagandas sensuais, e à manipulação do padrão corporal das indústrias de beleza, fazendo com que o público-alvo se sinta fora do modelo estético e tende a comprar os produtos expostos por eles, buscando assim uma beleza imposta pelo mercado.
Além disso, é necessário destacar que a procura intensa pelo corpo perfeito pode ultrapassar as barreiras do bem-estar trazendo prejuízos à saúde do indivíduo. Desenvolvendo distúrbios alimentares, como vigorexia, bulimia e anorexia, e também distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão, que se não tratadas podem levar a morte do indivíduo.
Dado o exposto, é preciso que o Ministério da Saúde realize campanhas de promoção ao bem-estar oferecendo informações e suporte à população, por meio de palestras e eventos em universidades e praças públicas, juntamente com médicos, psicólogos e nutricionistas. Também, é necessário que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) inspecione com mais rigidez as propagandas veiculadas nos meios de comunicação que incentivam adoção de padrões estéticos, promovendo uma maior diversidade de aparências.