O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Desde o período da Grécia Antiga a arte grega era voltada para idealização e do padrão físico. Hoje, no Brasil essa arte se tornou  realidade onde os indivíduos buscam, incansavelmente, por esse triste padrão tão enraizado. Logo, são necessários ações educacionais e governamentais para mitigar o problema.

Em primeiro lugar, a cultura do perfeccionismo pelo corpo chega muito cedo aos indivíduos. Em sua teoria sobre o ‘‘Habitus’’ o sociólogo Pierre Bourridieu defende que toda sociedade incorpora os padrões impostos e os reproduz ao longo das gerações.Nesse contexto, muitas crianças, majoritariamente, meninas são as que mais sofrem com a pressão do padrão de beleza exigido pela sociedade. Assim, evidencia-se a necessidade de resolver essa mazela social.

Além disso, a procura exacerbada pelo padrão de beleza ideal gera graves consequências.Nesse contexto, quando meninas e mulheres são coagidas pelos anúncios e propagandas elas acabam entrando nesse mundo idealizado onde procuram a beleza a qualquer custo, como ocorreu em 2015, com a modelo Andressa Urach que quase morreu após procedimentos estéticos.Logo, é evidente a urgência de soluções.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para isso, a escola como formadora de opinião, em conjunto com a família deve promover palestras e debates com psicólogos e especialistas para os estudantes a criarem um melhor senso crítico e orientações para lidar com a pressão social.Feito isso, o Ministério da Saúde pode alertar por meio de campanhas publicitárias com a participação de nutricionistas e agentes da saúde falando sobre os riscos da procura pelo padrão de beleza, incentivando o corpo saudável. Assim, o padrão de beleza ficará apenas na arte grega.