O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 28/03/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todavia, toda vez que Sísifo conseguia atingia atingir o topo do monte era atingido pelo cansaço e a pedra voltava a base. fora da mitologia, a sociedade tem tentado superar os desafios da padronização do corpo, porém são vencidos pela mídia e pelo peso cultural que a cada dia faz com que a pedra de Sísifo fique mais pesada. Destarte, urge analisar fatores midiáticos e culturais que impedem que o problema seja resolvido.
Em primeiro lugar, é importante destacar que em função da influência midiática, jovens e adultos são cada vez mais expostos a um padrão de beleza empregado por redes sociais e industrias para induzir parte das vezes o consumismo em busca do corpo perfeito. Consoante ao sociólogo Zigmunt Bauman, a sociedade líquida em que vivemos é obcecada pela atualidade e extremamente induzida pelo mercado. Assim as pessoas tem se tornado cada vez mais alienadas a alcançar um padrão de beleza ideal beneficiando o mercado e prejudicando a si mesmos, psicologicamente e esteticamente.
Além disso, pode ser apontado como um empecilho a descriminação sofrida por quem está fora dos padrões impostos pelo público, que inclusive são efetuadas parte das vezes pelos próprios pais desses cidadãos. segundo o sociólogo Talcott Parsons, “a família é uma máquina que produz personalidades humanas” , o que legitima a ideia de que os jovens são influenciados diretamente ou indiretamente pelos pais para possuir um corpo perfeito. Tal esteriótipo está associado a uma possível exclusão social, que infelizmente acontece com quem está muito fora dos padrões socialmente empregados, podendo causar problemas de personalidade e psicológicos dentre eles depressão e ansiedade.
Destarte, é imprescindível que medidas sejam tomadas para que esse imblóglio seja resolvido. É Mister que o ministério da Educação e Cultura (MEC), organizem palestras e oficinas dissertando sobre a importância e normalidade da diferença estética dos cidadãos brasileiros, para serem ministradas para pais e alunos, em escolas públicas e privadas, como objetivo de que as pessoas saibam que ser diferente é normal. E desta forma, diferente de Sísifo venceremos o desafio de Zeus.