O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/09/2018
Na Grécia Antiga, a valorização da estética era intensa e, na contemporaneidade, isso ainda persiste, criando um estereótipo de beleza irreal e prejudicial para a população. Nesse contexto de culto à padronização corporal no país, deve-se analisar como a mídia e a sociedade influenciam na problemática em questão.
Vale ressaltar, inicialmente, a mídia como propulsionadora da “ditadura da beleza”. De acordo com Winston Churchill, não existe opinião pública, existe opinião publicada, portanto, percebe-se que os meios de comunicação são manipuladores da sociedade, fazendo com que ela não tenha uma posição própria e, assim, siga o padrão estético que a é imposto. Um exemplo está no filme “Meninas Malvadas”, que enfatiza os estereótipos e faz com que as garotas que estão assistindo sejam influenciadas a aderirem esse ideal, errôneo, de perfeição.
Outrossim, a sociedade também é causadora da padronização corporal. Segundo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas e, nesse sentido, se os responsáveis por uma criança valorizam um ideal de beleza, ela tende a ter um comportamento semelhante, devido à convivência e ao que lhe é ensinado. Logo, alguns jovens se tornarão adultos que viverão em função de um padrão estético, perpetuando o culto à perfeição no país.
Portanto, medidas são necessárias para a atenuação da problemática. É essencial que o Ministério da Educação incentive, nas escolas, que, em um dia do mês, os alunos e os pais assistam filmes, como por exemplo, The Duff, da Netflix, que vão de encontro aos padrões estéticos, de modo que, além de proporcionar a interação da família, os jovens possam usufruir da
influência midiática de forma positiva e os adultos aprendam a transmitir para os filhos não mais estereótipos, e sim o empoderamento necessário. Logo, o culto à padronização corporal será, aos poucos, somente passado.