O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/09/2018
Na segunda guerra mundial, diante de muitos ferimentos causados por estilhaços, foi desenvolvida a cirurgia plástica. Nesse sentido, após todos esses anos de desenvolvimento tecnológico, surgiram muitas formas de modificar o corpo e a sociedade hodierna vive o suprassumo dessas práticas. Desse modo, torna-se imprescindível a discussão acerca do alienado culto a padronização corporal no Brasil, os quais recaem em âmbitos sociais e midiáticos.
De início, é válido frisar que os padrões corporais movem a sociedade. Ademais, o corpo passou de ser um motivo de saúde para ter uma utilização de mercadoria, para vender uma imagem e ter status social. Por conseguinte, as pessoas se submetem a atitudes irracionais apenas para “ostentar” um corpo bonito, mas que podem trazer muitas infelicidades. Exemplo disso é a Barbie humana, a qual se sujeitou a diversos procedimentos como retirar costelas, aumentar os olhos e até usa espartilho de ferro para conseguir a cintura fina da boneca. Ou seja, as pessoas se sujeitam a ações imprudentes para adquirir um corpo que lhe dê confiança, mesmo que isso coloque em risco sua saúde física e mental.
Por outro lado, convém analisar a atuação da mídia nesse contexto. Outrossim, ainda há a predominância da imposição de corpos magros à sociedade e essa não é a maneira de valorizar a beleza da mulher brasileira cuja ideia as mídias tanto se apropriam. Então, o meio impõe a ilusão de padrões corretos e, assim, fomenta o preconceito, principalmente, com as pessoas obesas. Inclusive, a insatisfação pode ser verificada através do fato do Brasil estar no 2º lugar do ranking mundial de cirurgias plásticas, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS). Entretanto, é necessário preservar a integridade do corpo, pois através da prática de exercícios e da boa alimentação é possível adquirir bons resultados e, o mais importante, de forma saudável e sem risco de complicações.
Portanto, visto que o culto ao corpo traz muitos malefícios e pode levar a morte, são necessárias medias para amenizar essa problemática. Assim, o Ministério da Saúde deve envolver seus profissionais em campanhas para a preservação do corpo natural, de maneira que sejam apontados os aspectos ruins que as transformações estéticas acarretam através de imagens e notícias sobre complicações, para que se provoque a diminuição da procura por esses procedimentos. Também, o Ministério das Comunicações pode criar um órgão moderador para as redes sociais, principalmente o Instagram, na qual circulam várias imagens “fakes” que impõem padrões, banindo essas publicações. Desse modo, será possível extinguir gradativamente a homogeneidade corporal e valorizar a diversidade do manequim brasileiro.