O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/09/2018
No mundo todo, a busca pelo “corpo perfeito” tem sido um problema social crescente nas últimas três décadas. No Brasil, a ideia do “corpo de praia” ficou famosa por ser um país tropical, porém ela tem ficado cada vez mais longe da realidade e mais perigosa de ser alcançada, já que a pressão social faz com que as pessoas queiram resultados rápidos e extremamente eficazes, esquecendo-se muitas vezes da saúde.
Oriunda de uma sociedade machista, a imagem feminina sempre foi associada à beleza estética e à um padrão que agrade o homem, gerando assim uma taxa altíssima de transtornos psicológicos, em mulheres, que ameaçam também sua saúde física, como a bulimia e a anorexia. Segundo o site “Veja”, das 150 jovens entrevistadas em São Paulo, entre 10 e 24 anos, 77% estão propensas a desenvolver algum desses distúrbios alimentares. Esses comportamentos surgem como consequência da influência de mídias de informações que as fazem sentir uma necessidade de se moldar à essas silhuetas para aumentar sua autoestima e sentirem bonitas.
Na tentativa de se combater essas doenças, o modo de vida saudável e fitness se popularizou, trazendo outro distúrbio à tona, a vigorexia (quando a pessoa já tem uma massa muscular grande e ainda se vê magro e franzino) que ao contrário das outras duas, atinge em sua maioria homens. Segundo pesquisas realizadas em Caxias do Sul - Rio Grande do Sul, dos 58 homens praticantes de musculação com idades entre 18 e 40 anos, 63,8% possui problemas sérios de vigorexia.
Todas essas pessoas acabam sendo influenciadas por um dos principais agravantes contemporâneos desses 3 distúrbios citados, que são as redes sociais. Atualmente redes sociais são comumente usadas como portfólios pessoais, cheios de fotos modificadas e retocadas, fazendo com que os seguidores se espelhem em pessoas que não existem.
Para que a incidência desses transtornos diminua consideravelmente é necessário que a política da autoaceitação seja posta em prática através de palestras e debates escolares ou realizados pelo ministério da educação e da saúde, reunindo jovens, já que são os mais atingidos, suas famílias, pois são quem muitas vezes os cobram por mudanças em seus corpos, psicólogos e profissionais da área de saúde, para explicar e orientar sobre as maneiras corretas de se ter uma vida e uma autoestima saudável .