O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/08/2018
Durante muito tempo, a forma física dos indivíduos esteve sujeita aos propósitos militares, sociais ou religiosos de determinadas sociedades, como por exemplo em Esparta, Cidade-Estado Grega. Hoje, as pessoas tornaram-se soberanas sobre seu corpo. Contudo, nota-se a influência dos veículos midiáticos/publicitários ditando um padrão de corpo perfeito a ser alcançado. Por conseguinte, para alcançar a perfeição imposta, homens e mulheres utilizam os mais variados meios, muitas vezes nocivos à saúde.
Filmes como o Exterminador do Futuro, Batman e Capitão América tornaram-se referência para as gerações. Não apenas pelo enredo, mas também pela estética corporal das personagens - o dito manequim hollywodiano - como sinônimo de perfeição. Apoiando-se nisso, campanhas publicitárias surgem vendendo produtos ou fórmulas mirabolantes para moldar as pessoas no perfeito. Portanto, evidencia-se que a imagem corporal é distorcida e o corpo é reduzido para um mero objeto de consumo.
Como consequência, cada vez mais procuram-se vias para alcançar o corpo escultural. Em 2015, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS), o Brasil ocupava o segundo lugar no ranking de cirurgias plásticas. Tal dado reflete a negação da forma física original e a busca por um modelo genérico, que contrasta as raízes heterogêneas que compõem as várias faces da sociedade brasileira.
Diante disto, urge a necessidade de uma maior aceitação física por parte dos brasileiros. então as Instituições do Ensino devem promover debates para estimular uma maior consciência acerca do biotipo de cada um. Além disso, deve haver uma maior participação das mídias televisivas através de ficções engajadas, variando os formatos corporais até então padronizados. A partir disso, cada vez mais pessoas não irão distorcer sua autoimagem e recorrer a métodos invasivos de forma abusiva.