O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/08/2018
A partir do século XVIII, desde os processos denominados, “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados. Nesse sentido, com a ampliação e facilidade do acesso tecnológico, surge a preocupação com a saúde. No Brasil, essa problemática se evidencia não só por causa da ineficiência do poder público, mas também pela sociedade.
É indubitável a precariedade do governo em propagandas de cunho preventivo. Segundo o jornal O Globo, o Brasil é o 10° país mais desigual do mundo, isso reflete, consideravelmente, na ineficiência da metodologia utilizada para atentar o público alvo, uma vez que existem acessos desiguais à tecnologia entre as diferentes classes sociais. É inadmissível a falta de interesse do poder público em alertar a população sobre as complicações dos excessos dos procedimentos cirúrgicos, o que corrobora, principalmente, para danos à saúde.
De maneira análoga, cabe ressaltar os prejuízos pela busca da aceitação social. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% dos brasileiros que decidem pela realização de uma cirurgia plástica é devido à premência de se enquadrar nos padrões de beleza sociais. É inaceitável a negligência da sociedade em se informar e conscientizar sobre a real necessidade de um procedimento cirúrgico e da infâmia utilidade dos padrões de beleza midiáticos.
Portanto, é fundamental que o Ministério da Saúde fomente o uso de campanhas preventivas, sobre a real importância dos procedimentos cirúrgicos, por meio das diversificadas mídias sociais, junto a palestras em eventos abertos e escolas, a fim de conscientizar toda a sociedade. Ademais, é preciso que a população participe de reuniões em postos de saúde, para compreender sobre as campanhas preventivas e os perigos dos métodos não convencionais de cirurgias, assim, será possível informar e alertar a todos, Nesse sentido, espera-se atingir melhorias na saúde dos brasileiros.