O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/07/2018
Os padrões de beleza corporal, já existiam desde o antigo Egito. A rainha Nefelitite, por exemplo, era considerado um ícone de beleza e poder pelo fato de ter um corpo esbelto e traços finos. Ao decorrer dos séculos, com a evolução da estética, os estigmas de beleza sofreram várias alterações, porém, ainda contribuem para que os padrões corporais sejam cultuados de forma inconsequente favorecendo a estruturação de uma imagem meramente superficial. Nesse contexto, devem-se analisar quais fatores colaboram para a atenuação da problemática bem como também, suas consequências.
A mídia é um das principais colaboradoras para a estruturação dos padrões corporais. Isso decorre da evolução do capitalismo, pois com o aumento das empresas a publicidade começou a ser utilizada com frequência, e a partir dai fez-se necessário criar padrões corporais que na época representavam ícones de beleza, e utilizar pessoas nas propagandas com o intuito de atrair o público para os produtos ofertados. Lamentavelmente esse cenário ainda é comum e pode ser evidenciado nos anúncios de cosméticos no qual pessoas são escolhidas a partir de padrões corporais como: corpo esbelto, sem gorduras amostras e de traços finos, e após isso as propagandas passam por edições onde é retirado qualquer “erro” estético que possa comprometer a repercussão dos produtos. O resultado disso é a utilização de publicidade enganosa que influência a busca por uma imagem meramente superficial. Além disso, nota-se, ainda, que mais da metade das mulheres sentem-se pressionadas pela sociedade a atingir a beleza ideal. Isso ocorre pelo fato de que a população busca incessantemente a imagem perfeita, e com isso passam a praticar a exclusão social com aqueles que não condizem com os parâmetros apresentados. O público feminino infelizmente é o mais atingido, a exemplo disso às modelos utilizam-se de métodos não saudáveis, para emagrecer ou criar músculos como: dietas perigosas e a utilização de anabolizantes, por consequência disso podem ter sérios problemas psíquicos como a anorexia, bulimia e em casos mais graves o suicídio. .
De acordo com Jean Jacques Rousseau “o homem nasce livre e por toda parte vive acorrentado", portanto, medidas são indispensáveis para resolver o impasse. Em razão disso, é necessário que os órgãos controladores da mídia censurem as imagens que ao passar por edições não condizem com a realidade. Ademais é preciso que o Ministério da Educação promova campanhas e palestras nas instituições de ensino e nas comunidades sobre os ricos dos estigmas corporais e como evita-los, podendo ocorrer debates acerca do tema com profissionais especializados na área como: psicólogos e pedagogos, pois como disse Nelson Mandela “A educação é a arma mais perigosa que você pode usar para salvar o mundo”. E quem sabe assim, a busca pelo corpo ideal seja algo banalizado no Brasil.