O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/07/2018
“É que Narciso acha feio o que não é espelho…”, diz Caetano Veloso em sua música “Sampa”, a qual refere-se ao mito grego do jovem apaixonado obsessivamente pela sua aparência, mas tendo um fim trágico ao tentar buscar seu reflexo em um rio até perder suas forças. Sob essa perspectiva, a busca da aceitação da padronização social causa como consequência um culto a beleza exacerbado, transformando-se em doença, influenciado pela mídia e necessitando de um debate acerca disso. Inicialmente, com a difusão das grandes redes de comunicação, principalmente a televisiva, houve uma uniformização da estética corporal. Sendo assim, para serem coagidos pela sociedade, pessoas são induzidas a terem o mesmo comportamento e estarem sempre buscando a perfeição encontrada na telas. Por isso, muitas delas não medem esforços para atingir seus objetivos, causando grandes problemas metabólicos crônicos, como a anorexia, distúrbio alimentar em que alguém tem uma visão distorcida do seu corpo.
Para o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade prevalece sobre o indivíduo através de fatos sociais, regras impostas pelo cunho social. Logo, a partir do seu nascimento o cidadão está sujeito a ter que segui-las, sendo suscetível a punição caso não cumpra-as. Nesse sentido, para se sentir aceito por certos grupos é preciso abraçar o padrão exigido por eles, o qual nem sempre é saudável para todos.
Portanto, é preciso buscar soluções plausíveis para resolver essa problema. Convém ao governo, através do Ministério da Saúde, criar políticas públicas para atender o necessitados possuintes de algum distúrbio metabólico, utilizando-se psicólogos e nutricionistas, para entender o ocorrido e diagnosticar. Ademais, desmitificar e desconstruir o padrão de beleza, colocando vários tipos de perfis estéticos no meio midiático, representando a diversidade da população e esses se sentirem inclusos, para então tentar erradicar essa mazela do país, e então não acontecer o mesmo o mesmo ocorrido com Narciso.