O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/07/2018

Na época do período colonial o padrão de beleza eram mulheres com aparência rechonchudas, ou seja, quanto mais gordas, mais eram consideradas lindas, assim como também no século XIX. Porém, a partir do século XXI, esse padrão começou a mudar totalmente, colocando como padrão a magreza. Desde então, a mídia tem ganhado dinheiro em cima do sofrimento de mulheres que buscam esse corpo ideal. No entanto, esse padrão de corpo ideal privilegia muito mais as mulheres brancas e magras do que as negras ou gordas, e a procura desesperada de se ter um corpo desse causa muito mais casos de distúrbios alimentares e psicológicos.

Em revistas, novelas e filmes é perceptível a diferença da quantidade de mulheres brancas e magras comparadas as negras ou gordas vista neles. Mulheres gordas ou negras sofrem preconceitos enorme, tanto por outras do mesmo sexo que usam principalmente o fato de uma mulher ser gorda como ofensa quanto por homens que as excluem. Se tem mulheres assim num percentual bem menor na mídia. A ‘‘moda’’ fica quase que restrita para as mulheres magras como exemplo com blusas roupas mais justas e curtas.

Dessa forma, se tornou maior o número de casos de mulheres com anorexia, bulimia, vigorexia. Esses distúrbios alimentares evidenciam não só problemas físicos, mais também psicológicos e emocionais. Pesquisas mostram que mulheres que estão loucamente em busca desses corpos vêem sua felicidade e realização neles, mais a realidade é que não dá para obter um corpo perfeito por que até mesmo as fotos de mulheres dessas revistas são editadas com photoshop, ou seja, a mídia vende uma imagem quase que inexistente por que a maioria não se aceitam e nem se sentem confortáveis com o próprio corpo não importando o estado deles.

Assim, se torna mais perceptível a diferença da criação da mulher e do homem, já que as mulheres são exigidas desde pequenas da própria família esse padrão, e crescem ouvindo qualquer elogio que sempre são pautados em aspectos físicos. Sendo assim, precisa-se que tenham palestras em escolas ressaltando como é importante se aceitar, procurar uma vida com saúde e não necessariamente um corpo perfeito já que jovens são mais vulneráveis a querer a aceitação de todos. E fazer também em universidades como destaque a discussão de como negras e gordas podem ser inclusas na mídia como exemplos de corpos ideais assim como qualquer outro.