O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 29/06/2018

A ideia de um corpo perfeito não é exclusiva do século XXI, passando por diversas modificações ao longo do tempo, até chegar na atualidade. Logo, pode-se dizer que o culto ao corpo sofre influência de variáveis sociais, culturais e até mesmo biológicas - uma vez que é possível alterá-lo com cirurgias plásticas.

A mídia é uma das principais motivadoras da beldade, em que, poucas vezes, há a representação de todas as formas corporais. É perceptível notar isso em comerciais, que, além de mostrar o padrão ideal, também promove o consumismo e a valorização da moda. Existem ainda propagandas que induzem compras de medicamentos e metodologias, prometendo levar o consumidor ao emagrecimento.

Outro problema relacionado à esse tema, são as doenças que leva o portador a causar danos ao próprio organismo. A bulimia é uma das mais conhecidas. Ela é um distúrbio capaz de instigar o usuário a vomitar propositalmente o que acabara de comer. Isto, por se achar e se ver acima do peso. Ou seja, fora dos padrões de beleza.

Portanto, medidas precisam ser tomadas. O Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR) deve, além de evitar propagandas com apologia à importância da formosura, torná-las mais representativas. Além disso, necessita-se ter propostas de palestras em escolas, alertando os perigos relacionados com a aparência e encaminhando casos sérios para tratamento psicológico. E, que se perdoe Vinícius de Moraes, pois beleza não é fundamental.