O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 16/11/2021
Durante as “Grandes navegações” foi possível observar um marco do início da globalização, uma vez que possibilitou o acesso de diferentes produtos das variadas regiões geográficas. Analogamente, devido ao avanço do meio técnico-científico-informacional e das tecnologias, o fenômeno visto no mundo antigo foi acentuado e o comércio no meio virtual tornou-se um ferramenta prática e amplamente utilizada. Dessa forma, assim como trouxe diversas mudanças e vantagens, o e-commerce também potencializou o cenário de desigualdade, como também aumentou o consumismo desenfreado. Portanto, é mister uma educação voltada para amenizar essas consequências.
Nesse sentido, devido à falta de poder aquisitivo, grande parcela da população de baixa renda fica restrita a aproveitar o processo que foi inaugurado pelas “Grandes Navegações”. Nesse âmbito, o filósofo Pierre Lévy afirma que: “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Em vista disso, é possível relacionar a afirmação do estudioso com o que é vivenciado, na sociedade brasileira, uma vez que apesar do ciberespaço ter propiciado diversas vantagens, como a possibilidade de fazer compras de qualquer lugar, como o acesso a mais opções de marcas, de produtos e de serviços e até mesmo encontrar preços mais competitivos, também gerou um processo desigual pois grande parte do corpo social não possui acesso a internet, a computadores e a smartphones tornando-os marginalizados do processo. Posto isso, é evidente que essas novas ferramentas aumentam o abismo social já existente entre as classes sociais.
Ademais, vale ressaltar que o ato de comprar foi absurdamente facilitado pelo e-commerce, o que gerou diversas consequências, sobretudo, para o meio ambiente. Sob esse prisma, uma matéria publicada pelo G1 aborda como o deserto do Atacama, no Chile, se tornou um lixão que recebe cerca de 59 mil toneladas de roupas por ano descartadas por diversos países. Esse triste cenário além de causar um impacto sobre a natureza, posto que essas roupas demoram cerca de 200 anos para se degradar, também são um reflexo da falta do consumismo sem responsabilidade. Logo, urge uma educação ambiental e uma digital a fim de diminuir os impactos da compra exagerada.
Destarte, é de extrema importância que a Escola, como instituição capaz de promover a transformação social, em conjunto com as Secretárias Municipais, promova a inserção gradual de pessoas de baixa renda no meio digital, por meio de proejtos em escolas que forneça aparelhos tecnológicos, bem como a capacitação dos estudantes com palestras e aulas demonstrativas das consequências do consumo irresponsável e da importância de fazer compras conscientes, tudo isso a fim de evitar mais desastres como o do Deserto do Atacama e mais “excluídos” digitais.