O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/07/2021

No final do ano de 2019, eclodiu, na China, um surto de infecção por um vírus pouco conhecido pela medicina até então, o qual foi denominado COVID-19. Esse micróbio espalhou-se muito rapidamente pelos continentes, configurando um caso de pandemia que exigiu medidas drásticas para a contenção dos riscos, como o isolamento social. A partir de então, foram desenvolvidas adaptações ao novo estilo de vida, como o comércio virtual, o qual tende a perdurar devido às facilidades . Essa previsão, todavia, enfrenta obstáculos no Brasil de ordem não apenas informacional, mas também estrutural, os quais precisam ser amenizados em prol do desenvolvimento econômico do país.

Um primeiro aspecto responsável pelo problema consiste nas dificuldades enfrentadas pelos cidadãos quanto à adequação ao novo modelo de negócios, que se devem, sobretudo, à recente adesão em massa ao uso da internet. Essa ferramenta foi desenvolvida pelos Estados Unidos, durante a Guerra Fria, com o objetivo de otimizar a comunicação entre soldados em um possível cenário bélico, e tornou-se disponível às demais parcelas da população apenas no final do século XX. O contato entre a nova tecnologia e a sociedade civil é, portanto, recente, o que justifica os empasses sofridos por esta com relação à digitalização das empresas e das relações de compra e de venda, bem como ocasiona o desemprego de brasileiros que não se adaptam a essa modalidade de comércio.

Além disso, vale ressaltar que o desigual acesso à internet no país corrobora a continuidade do problema. Na década de 1930, visando à substituição de importações, o então presidente Getúlio Vargas incentivou a industrialização do Brasil, a qual se efetivou, principalmente, no Sudeste. Assim, a urbanização dessa região se deu de forma acelerada com relação às demais e, por conseguinte, a infraestrutura necessária ao desenvolvimento tecnológico também, como a instalação de energia elétrica, o que explica a maior densidade da sua rede de internet. Dessa forma, as outras macrorregiões tornam-se menos competitivas no que tange à ascensão do varejo digital, o que perpetua a grande desigualdade econômica entre as partes de um mesmo país.

Faz-se necessária, pois, com o intuito de atenuar esse quadro, a ação do Governo Federal, por intermédio do Ministério da Ciência e da Tecnologia, o qual deve capacitar os brasileiros à digitalização do comércio, por meio do oferecimento de cursos gratuitos sobre, por exemplo, a criação, a divulgação e a administração de lojas online, a fim de evitar desempregos causados pela não adequação ao comércio virtual. Ademais, as Prefeituras Municipais devem aumentar a cobertura de internet, sobretudo nas áreas interioranas do Brasil, mediante parcerias com empresas de telecomunicação, para que as oportunidade de crescimento no meio virtual sejam menos discrepantes entre as macrorregiões.