O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 10/09/2020
Devido a rápida e eficiente disseminação de informações proporcionada pela Revolução Técnico-Científico, é completamente natural que setores do comércio tradicional se deslocassem para o virtual, devido ao seu mercado consumidor mais abrangente. Porém, mesmo que esse cenário seja favorável para empresários, a troca do ambiente de vendas de forma imediata e desorganizada pode causar impactos negativos na sociedade, como a intensificação da pobreza e desigualdade social, principalmente em países como o Brasil, que, segundo as Nações Unidas, é o sétimo país mais desigual do mundo.
Primeiramente, deve-se compreender que, historicamente, mudanças significativas no estilo de trabalho vigente, realizadas de forma inapropriada, causam consequências negativas na sociedade. A troca do modelo artesanal para o manufaturados durante a Primeira Revolução Industrial na Inglaterra, foi responsável pelo intenso números de desempregados na época, e consequentemente, em um cenário de miséria vivenciado pelos britânicos. Da mesma forma, em um contexto atual, a substituição dos vendedores, caixistas e atendentes por aplicativos ou perfis de venda na internet, seria responsável por elevar os índices de desemprego do Brasil, assim como agravar o cenário de desigualdade do país.
Além disso, vendedores desempregados que não possuem técnicas de venda na internet, ou aparelhos eletrônicos, que possibilitem competir no mercado virtual, serão ainda mais prejudicados. De acordo com o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma, sem ela tampouco a sociedade muda. Dessa maneira, a ausência de conhecimento a respeito de vendas online, ou de aparelhos com acesso a internet, por parte dos trabalhadores brasileiros, impossibilita que a sociedade progrida de forma correta e segura a uma nova fase do capitalismo.
Infere-se, portanto, que a atual estrutura social do Brasil impossibilita que o comércio virtual seja concretamente instalado. Logo, o Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com empresas filantrópicas, devem disponibilizar um auxílio financeiro aos trabalhadores desempregados, por meio da concessão de descontos em celulares e planos de internet móvel, através de parcerias com empresas de tecnologia, além de disponibilizarem cursos presenciais ou virtuais, que ensinem técnicas de venda virtual e como utilizar o máximo do aparelho para potencializar as vendas. Só assim será possível minimizar os impactos negativos da troca da forma tradicional do trabalho de forma segura.