O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 12/09/2020

No filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom, Rebecca, personagem principal, realiza compras incessantemente ao vislumbrar vitrines de roupas e cartazes de promoção. De fato, tal situação pode ser avistada na realidade em meio a pandemia do COVID-19 no modo online, gerando o crescimento  do comércio virtual no Brasil.

Em primeira análise, é importante salientar que atualmente o instrumento de trabalho e estudo das pessoas é a internet, assim segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o uso da mesma apresentou um aumento considerável de 40% a 50%. Por isso, é possível inferir que os indivíduos estão sendo bombardeados por inúmeras propagandas e anúncios a cada site visitado, conforme as temáticas pesquisadas e absorvidas pelo sistema e que, consequentemente, são caminhos para estimular os cidadãos a fazerem compras online.

Paralelo a isso, o crescimento do comércio virtual com um faturamento de 75 bilhões, de acordo com os dados coletados pelo relatório Neotrust, ao mesmo passo que contribui com a economia do país, ocasionam em sua população a dependência em relação a aquisição de produtos para preencher questões emocionais, o consumismo exacerbado e o desequilíbrio financeiro.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da educação em pareceria com a Receita federal, tendo em vista a frase do filósofo Immanuel Kant “O ser humano é o que a educação faz dele”, irão implementar em escolas de ensino fundamental e médio o projeto “Finanças e educais”, com o intuito de ensinar desde o início a gestão financeira aos jovens e a importância da existência de equilíbrios entre os patamares da vida, sendo realizado por meio de lives e vídeos onlines e gratuitos. O curso durará dois meses e contará com a presença de profissionais capacitados e com didáticas interativas, afim de propiciar a construção de cidadãos e mercados conscientes em seu papel social e econômico.