O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 07/12/2020

É necessário rever as atitudes do ser humano. Sejam elas do consumo as relações, tudo está conectado e somos interdependentes. Isso se aplica no consumo de carne.

No livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, é retratado um futuro distópico onde os animais decidem fazer uma revolução. Em meio a isso, os porcos se encontram cansados de serem explorados, sendo assim, eles se unem e expulsam o Sr. Jones, dono da granja. Embora essa narrativa seja ficcional, o consumo de proteína animal no Brasil é um grande obstáculo, na medida que a falta de conscientização causa a degradação do meio ambiente.

Pode-se destacar que o uso de carne ocorre devido a questão cultural. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o sexto país do mundo que mais consome alimentos de origem animal. A partir disso podemos perceber que a comunidade não deixa os ‘’velhos’’ costumes devido a herança dos homens primitivos à sociedade moderna, para confirmar tal  cenário pode se recorrer à ideia darwinista “O mais apto sobrevive” devido à mudança dentária, que eles desenvolveram sobrevivendo das proteínas da carne. Todavia, é de extrema importância ter o conhecimento sobre as consequências da produção. Assim é necessário de que a população se conscientize sobre esse assunto.

Essa situação nos faz analisar os bloqueios criados sob as consequências reais: animais e ambientais. Uma vez que não se nota a crueldade passada somente para satisfazer as vontades humanas, também ligadas ao “status” do produto. Consequentemente, há o avanço dos problemas ambientais: o desmatamento, a escassez de água e o agravamento dos gases emissores do efeito estufa. Por essa razão, torna-se indispensável permanecer de forma indiferente diante dessa situação.

É de se concluir, que é dever do governo propor mais conhecimento sobre tal assunto, com a finalidade de fazer a sociedade perceber as diversidades nas comidas, por meio disso também integrar aulas de educação nutricional nas escolas e valorizar mais os produtos naturais nos supermercados diminuindo seu preço. Essa proposta tem como intuito reduzir o desejo descontrolado de carne, sendo ela processada por hormônios pode prejudicar o indivíduo e, caso aprovada amenizará com os efeitos do empecilho, além de não só disponibilizar um hábito melhor à comunidade mas não crucificará tanto a espécie como se é mostrado pela ficção e dramatização de filmes.