O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 11/08/2020

O documentário “Cowspiracy” retrata a implícita veracidade da produção exacerbada das industrias de carne e seus malefícios. Mundialmente, apesar de ser comum a presença animal dentro de refeições cotidianas, a grande demanda tornou-se fonte de conflitos ambientais e sociais. Assim, questionar os danos ecossistêmicos, bem como, doenças originarias do consumo de carne, é de suma importância para o combate de problemas futuros.

Primeiramente, é interessante destacar que, as industrias concentradas na agropecuária, estão in-terligadas a criação de gado e as exigências do mercado consumidor. Segundo dados do site Globo.com, das terras aráveis do planeta, 75% é preenchido para a pastagem e produção de ração. Desta forma, fica exposta a problemática de que, para suprir às necessidades atadas, é preciso expandir as terras, ocasionando o desmatamento, e muitas vezes, desrespeitando as demarcações indígenas. É evidente que, a população depende das matas e dos recursos naturais para o bem comum, isso requer uma seleção maior de alimentos distintos, repensando nas consequências de apenas uma alimentação em comum.

Ademais, os animais inseridos no meio mercantil, são vitimas de diversas explorações, entre elas, o exorbitante uso de hormônios e antibióticos, para obtenção de uma determinada quantia de mer-cadoria, sem perder seu valor e alcançando a produtividade. Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (Fao), diz que ao menos 70% das enfermidades após 1940 têm origem animal. Além do consumo da carne poder provocar doenças no organismo humano, o mesmo faz-se resistente aos tratamentos, visto que, este ingere constantemente medicamentos presente na carne. Considerando esse risco, atentar-se ao seu consumo é essencial, dado que, este pode afetar a saúde do individuo com futuros males.

Dessarte, muitos são os perigos por trás da carne, desde sua produção até o seu consumo, portanto, deve-se intervir. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente (Mma), investir na fiscalização das áreas de resguardo; através de verbas governamentais, contratar agentes capacitados para investigar as invasões e atos maléficos de empresas e produtores não autorizados. Bem como, pertence ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Mcti), em parceria com o Ministério da saúde (MS) a responsabilidade de, por via dos meios midiáticos, disseminar à população os concretos abusos das fabricas para com os animais e os efeitos desses para o comprador e seu corpo, do mesmo modo, sugerir variadas opções de cardápio para o consumo populacional seria plausível. Desta maneira, espera-se que seja contido a obtenção de carne como principal fonte de nutrição.