O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 03/04/2024

De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a liberdade líquida transformou o indivíduo: de cidadão político a consumidor de mercado. Na realidade brasileira, a cultura de ostentação é vista por muitos como forma de incentivo para classes mais pobres, entretanto, na realidade, é apenas mais uma forma de segregação. Nesse contexto, é possível citar a má influência midiática e a ausência de reflexão da população.

Deve-se destacar, primeiramente, que a atuação da mídia é determinante para a perpetuação do consumismo no Brasil. Nesse sentido, à luz de Pierre Bourdieu, as instituições utilizam do capital simbólico para persuadir outros com suas ideias. Desse modo, as massas são compelidas a acreditar que precisam consumir para ser parte integrante do corpo social.

Além disso, há a falta de ponderação acerca do tema. Sob essa perspectiva, para a filósofa Hannah Arendt, “abdicar de pensar também é crime”. Nessa lógica, a escolha do indivíduo de não se aprofundar sobre algo é uma forma de violência velada, pois não se questiona sobre o que está promovendo. Como resultado, pode compactuar com más condições de trabalho ou crueldade animal.

Portanto, para combater o consumismo no Brasil, o Governo Federal precisa conscientizar a população acerca dos malefícios dessa cultura. Por meio da promoção de campanhas, em parceria com a mídia, que tenham o objetivo de ilustrar as consequências para o povo, como a exclusão social. Assim, será possível reverter a situação exposta por Bordieu.