O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 27/03/2024

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada no consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, que tem se agravado juntamente com a disparidade social, mas continua um problema invisível aos olhos de todos. Nesse cenário, nota-se a configuração de uma problemática que se enraíza na busca pelo life style e no consumo de ostentação estimulado pelas grandes indústrias.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso se atentar aos malefícios da busca pela life style. Tal expressão representa o estilo de vida luxuoso e fácil que é apresentado por influencers em redes sociais como instagram. Assim como, casas de alto padrão, carro de luxos e viagem extravagantes, tudo gravado, editado e postado nos melhores ângulos para instigar os seguidores a acreditar em uma vida que não existe. Tal situação de consumismo desenfreado de ostentação gera malefícios mentais como ansiedade, depressão e comparação com o irreal fazendo com que muitos jovens brasileiros fiquem inertes a própria realidade.

Em paralelo, a ostentação estimulada pela indústria, é um entrave ao que tange o problema. A indústria cultural é um termo usado pela sociologia para falar sobre a influência direcionada as grandes massas como forma de manobra política e social, tal manobra atualmente no Brasil se sustenta em cima de cantores da moda, modelos e influencers para divulgar a ostentação desenfreada e normalizar o gasto de dinheiro desenfreado, mesmo em um pais com alta desigualdade social.

Portanto, são necessárias medidas de mitigar essa problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima de administração executiva, deve elaborar um plano de investimento em saúde mental, por meio de uma ação conjunta dos governadores e com o presidente para implementar de forma nacional campanhas de conscientização sobre a disparidade social. A fim de reverter todos os malefícios do consumo da ostentação no Brasil. Tal ação pode ainda contar com o incentivo nas escolas para o uso das redes sociais de forma orgânica e saldável. Para assim o problema da cultura da ostentação deixará de ser ignorado e poderá ser resolvido.