O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 01/04/2024
Nessa perspectiva, esses padrões consumistas impactam todo o espectro da vida social. Sob essa óptica, o sociólogo Zygmunt Bauman conceituou a “sociedade liquida”, uma teoria que descreve como um dos impactos da modernidade a falta de relações fortes e responsáveis, mas sim frágeis e superficiais. Dessa forma, como a revolução francesa transformou os níveis socioeconômicos de rígidos para dinâmicos, as identidades gerais se adaptaram a essa fluidez, priorizando coisas ao invés de pessoas, aparência e imediatismo ao invés de relacionamentos profundos e construídos lentamente, se tornando líquidas. Logo, essa rapidez deixou a sociedade impaciente para relacionamentos sólidos, mas ansiosa por riquezas e lucro.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar os efeitos da problemática. Por isso, cabe ao Ministério da Educação combater o uso imediatista das finanças que satisfaz o consumismo, por meio da aplicação de aulas de educação financeira, de modo que o uso de bens aconteça sem ter o lucro e o bom status social como objetivos principais. Com esse efeito, o ensino da organização do dinheiro conscientizará a base da população (crianças e adolescentes) e evitará a cultura da ostentação de recursos como indicador de valor pessoal.kjb