O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 21/03/2024

Na obra ``Utopia´´, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, ou seja, sem mazelas sociais. Nessa perspectiva, nota-se um distanciamento da realidade brasileira, uma vez que as pessoas sentem uma crescente necessidade de consu- mir e ostentar bens materiais, tornando a população cada vez mais alienada. Sob esse viés, há dois fatores que potencializam a problemática em questão: as raízes históricas e a influência da mídia.

Diante desse cenário, as raízes históricas influenciam no exibicionismo da socie- dade contemporânea. Nesse sentido, durante o período da Revolução Francesa, no século XVIII, a importância do indivíduo na sociedade era determinada a partir dos seus bens e capital acumulados. Apesar do lapso temporal, essa cultura de supervalorizar bens materias ainda se perpetua na contemporaneidade, visto que as pessoas estão sempre em busca de adquirir produtos atualizados e exibi-los para o mundo, com um sentimento de superioridade por possuir certo item, como um smartphone do ano. Desse modo, a população precisa entender o que realmente é importante para a vida e dar menos atenção a coisas fúteis.

Além disso, vale ressaltar a mídia como um grande fator contribuinte para o aumento do consumismo e da ostentação. Nesse contexto, o ilustrador Steve Cutts afirma que a exagerada exposição a propagandas causa um anestesiamento, dando a ideia de que a felicidade só poderá ser alcançada através do consumo. Sendo assim, as pessoas, em busca de aprovação, entram no círculo vicioso de comprar e exibir nas redes sociais para se sentirem melhores e mais incluídos. Portanto, a mídia é bastante prejudicial, pois afasta os indivíduos da realidade.

Destarte, medidas são necessária para combater o consumismo e a cultura da ostentação. Assim, as escolas, responsáveis pela educação primária dos cidadãos, devem mostrá-los o perigo da mídia e seu potencial de influência no consumismo. Isso pode ser feito por meio de aulas, a fim de preparar os alunos para saberem agir por conta pópria no futuro. Dessa maneira, os indivíduos não dependerão de bens materiais e do exibicionismo para serem felizes.