O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 20/12/2023
Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, “a liberdade líquida transformou o indivíduo de cidadão político a consumidor de mercado”, evidenciando o ritmo de vida acelerado, devido ao capitalismo, a cultura do imediatismo, além da negligência governamental em relação a mídia no Brasil.
Em primeira análise, é notório que no Brasil, vemos uma cultura influenciada pelo consumismo e pela supervalorização materialista. O exibicionismo pessoal de bens em redes sociais e diversas tendências, incentivam o consumo exacerbado entre as massas, favorecendo a ideia do imediatismo. A música “Que país é este” da banda Capital Incial, retrata certamente o descaso do governo para com a população, o que deixa evidente a não conscientização acerca dos males que o consumo exagerado pode gerar, como danos ambientais e possíveis endividamentos.
Em segunda análise, fica evidente a ineficiência dos mecanismos legais em relação a mídia. Diversas redes sociais perpetuam a cultura do luxo, reproduzindo a ideia de que quanto mais caro um produto for, mais audiência e seguidores, normalizando o consumo de bens fúteis. Este fato traz consequências principalmente ao meio ambiente, pois devido ao ritmo de vida acelerado, provocado pelo capitalismo e a busca pela ostentação, a população gera mais resíduos sólidos.
Contudo, afim de mitigar os problemas causados, é dever do Ministério da Educação, através de anúncios nas redes de televisão em horários nobres, como o Jornal Nacional, bem como nos sistemas de ensino da rede pública, conscientizar a população a fim de reduzir as complicações geradas pelo consumo desenfreado. Tais medidas favorecem o acesso da população a educação, democratizando o conhecimento.