O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 15/02/2024

No que se refere a um abrangente nicho brasileiro, o valor das pessoas está contido no preço dos objetos que o possuidor destes detém. Desta forma, a deturpação dos princípios sociais vê-se vinculada em uma constante circulação de compra e venda. Sendo assim, gradativamente o consumismo vem sendo celebrado como sinal de honraria e respeito àqueles alienados em um mundo virtual que presume influencers digitais como autoridades comunitárias.

A cultura da ostentação está em todos os lugares e a problemática em torno desta é a quem pode influenciar, sendo a nova geração de jovens adultos a mais passível de causa. Segundo Z.Bauman,as redes sociais são uma armadilha. Paralelamente a isto, podemos afirmar que as mesmas estão muito bem posicionadas e vem vitimizando um nicho que acredita fidedignamente em um mundo cuja pirâmide de felicidade tem no seu topo os possuidores dos maiores bens monetários.

Diante disso, a imposição desse modelo de sucesso de vida propagado pelo chamado ´funk ostentação´, assim como também pela rede social mais visitada do país- o instagram- transparecem e reforçam esse padrão.Em síntese, a vida profissional dos infuencers desse nicho ostentador funde-se com a sua realidade, e o ambiente pessoal destes se torna um trabalho expositivo do dia a dia. Ora mostram a mansão nova, ora mostram o novo carro através do capital angariado através das publicidades,legais ou não.

Dessa forma,desavisados e ignorantes caem na fábula da ´´oportunidade imperdível´´, acreditando fielmente nas indicações daqueles tidos como referência de sucesso. Um exemplo desta armadilha supracitada é a da indicação esportiva, na qual milhares de pessoas,muitas vezes endividadas, colocam seu dinheiro em jogos de apostas que foram indicadas diretamente por storys e reels regados de marketing.

Destarte,a fiscalização de propagandas ilusórias deve ser alvo da polícia Federal,e punida de forma efetiva através do sistema judiciário aos propagadores desses pequenos golpes.Ademais, torna-se necessário também que as escolas incentivem grupos de debate sobre a elucidação do mal uso das redes sociais.