O conceito de família no século XXI

Enviada em 16/12/2020

No deseho da Disney “Lilo e Stich 2”, ao ser confrontado sobre o seu modelo familiar formado por outros dois aliens,  Lilo e sua irmã mais velha e Stich, este se defende dizendo:  “Essa é a minha família, é pequena e incompleta. Mas é boa. É, é boa”, sendo ao longo da trama muito abordado o preconceito sofrido por Lilo e sua família devido a sua configuração não convencional. Já na série Norte Americana “Greys Anatomy”, o casal Callie e Arizona tem um filho com Mark Sloan, um amigo próximo, e enfretam ao longo da trama uma série de preconceitos e tabus também por conta do formato alternativo de sua família. Fora das telas fica claro que existem difersas configurações de família, e que estas enfrentam dificuldades para serem reconhecidas e respeitas como instiruição familiar.

Primordialmente, o conceito de família deriva da Roma Antiga, tendo como modelo o patriarcado, que tem como base a subordinação das mulheres aos homens, e a subordinação dos jovens aos mais velhos. Apesar de terem se passado mais de 1600 anos desde a queda do império romano, ainda hoje grande parte das estruturas familiares se baseiam no patricado, e qualquer modelo fora disso é visto como anormal e errado, e muitas vezes é reprimido por meio de insultos e violências.  Vê-se muita repressão e violência principalmente contra casais homosexuais, muitas vezes reprimidos e banidos do convivio social por conta do preconceito e conservadorismo da sociedade civil, sendo que essa repressão pode vir a tornar-se violenta, acarretando dados como o fato de que no Brasil, segundo o G1, a cada 23 horas uma pessoa é morta por homofobia.

Além disso, existem ainda familias monoparentais, como é o caso das mães solo,  que segundo o Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa cerca de 27% das famílias brasileiras, que embora sejam reconhecidas na constituição brasileira, ainda enfrentam uma série de preconceitos frente ao seu reconhecimento social. Ainda segundo o IBGE, apenas 49% das famílias brasileiras se encaixam no modelo de “família tradicional”, o restante se encaixa em padrões diferentes, e mesmo assim mostram e provam que mesmo fora dos padrões ainda são capazes de demonstrar o valor do amor e do respeito ao proximo, diferentemente de muitas famílias tradicionais, que por preconceito não aceitam e nem reconhecem outros modelos de família.

Portanto, a partir disso, se faz necessario que o Estado, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, junto  ao Ministério da Educação criem políticas de conscientização na grande mídia e em escolas de nível fundamental e médio quanto a pluralidade de modelos familiares por meio de propagandas na televisão e internet e palestras, oficinas nas escolas, com o objetivo de que se minimize o preconceito e aumente a aceitação de todos os tipos de configuração famíliar.