O conceito de família no século XXI
Enviada em 15/12/2020
Durante a II guerra mundial, com os homens nos centros de batalha, as mulheres consequentemente se organizaram no papel de chefes do lar, essa mudança juntamente com várias outras, diversificou o conceito de família na contemporaneidade e isso pode ser visto no cenário brasileiro. Entretanto, transformações nunca são plenamente aceitas, isso acontece devido ao apego à valores tradicionais e conservadores enraizados na sociedade cuja a resposta ao novo é o preconceito, gerando muitas vezes uma segregação social.
Em primeira análise é importante destacar a discriminação com famílias que fogem do padrão tradicional. Pode-se perceber historicamente a grande influência que a igreja, principalmente católica, exerce na sociedade brasileira desde a origem do país, fazendo com que o aspecto conservador de nossos valores advenham de uma matriz religiosa. Nesse viés, é necessário que a nossa maneira coletiva de agir e pensar, nomeada de “fato social” pelo sociólogo francês Èmile Durkheim, precise ser repensada para que famílias de mães solteiras ou de casais homossexuais por exemplo, sejam vistos sem intolerância por parte de pessoas ainda apegadas ao tradicionalismo.
Além disso, vale ressaltar o caráter segregacionista da sociedade brasileira, consequência do preconceito. A ausência de medidas inclusivas por parte do governo e da população leva a diversos tipos de limitações para organizações familiares diferentes, deixando de lado o fato de que muitas dessas famílias vivem de forma estável e saudável como tantas outras tradicionais. Nesse sentido se deixa evidente o quanto a segregação social, demonstrada como característica da sociedade brasileira no livro “raizes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda, ainda é fortemente atrelado a base dos valores do país.
Portanto, percebe-se que o debate sobre os novos conceitos de família é imprescindível para promover uma sociedade mais inclusiva e tolerante. Nessa lógica, é necessário que o Ministério da Cultura junto à organizações midiáticas promova propagandas que incluam famílias diferentes atuando e palestras protagonizadas por esses diferentes núcleos familiares, para assim estimular a convivência com a diversidade que deverá resultar em plena aceitação desses novos conceitos. Ademais, o governo e o poder legislativo se preocupará em fazer novas leis mais inclusivas, garantindo direitos que rompam com as limitações sofridas por essas famílias, fazendo com que elas tenham um suporte governamental. Desse modo, a sociedade brasileira pode caminhar para uma mudança positiva e efetiva dessa problemática.