O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/12/2020
De acordo com o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. A partir disso, quando se discute conceito de família deve-se, acima de tudo, levar em conta a pluralidade de laços familiares nos dias atuais. Nota-se também a impossibilidade de restringir o conceito de família a moldes tradicionais num país em que presencia-se tanto abandono paternal.
Diante desse cenário várias séries de televisão retratam as diferentes constituições familiares, como “Modern Family”, famílias nada tradicionais. Gerando, assim, uma quebra de valores construídos históricamente, como relacionamentos heteronormativos, para uma nova visão da realidade e da necessidade de respeito e tolerância. Em seguimento do atual cenário, não é mais necessário a reprodução para sobrevivência populacional, logo, o fundamento dessa necessidade não tem veracidade.
Somando a isso, quase 6 milhões de brasileiros não possuem o nome do pai na certidão de nascimento, de acordo com o publicado em “G1”, mesmo sendo um direito de todo citadão. Assim, constata-se, como o conceito de família não pode ser restrito a homem e mulher. Visto ainda, que mesmo com o nome do pai na certidão, muitas famílias possuem pais ausentes como também publicado pelo veículo de imprensa.
Portanto, a partir do apresentado, o conceito de família não deve ser restringido e sim respeitado. Cabe então, ao Ministerio da Educação, o desenvolvimento de cartilhas e capacitação de profissionais, por meio de conferências e formações, para que comece na sala de aula o ensino sobre respeito, integridade familiar e igualdade de direitos. Cabe, também, ao Ministério da Cultura, por meio dos recursos midiáticos, a ampla disseminação da informação sobre a pluralidade de laços familiares, para que a construção do conceito de família seja integrativo a todos.