O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/12/2020
O novo conceito de família é tão diverso quanto a nova sociedade. Na literatura brasileira, há um ótimo relato dessa diversidade nos inúmeros núcleos familiares presentes no cortiço. Enquanto existem famílias constituidas com o modelo patriacal, como a família de Jerônimo, também há famílias contemporâneas, como as família de Pombinha e de Marciana. Os vários tipos familiares representados na obra “O cortiço” de Aluísio de Azevedo, evidenciam o novo conceito de família no século XXI. No entanto, esses novos modelos ainda sofrem preconceito e são colocadas a margem da sociedade.
A priori, houve mudanças nos modelos familiares no decorrer dos anos. A instituição social mais antiga da humanidade são as famílias, que surgiram no período neolítico quando os seres humanos começaram a se agrupar a fim de promover melhorias de vida. Desse modo, as famílias sofreram transformações em conjunto com a sociedade, surgindo agrupamentos diversos, como o modo tribal, pratriarcal e os contemporâneos. Essa transformação iniciou a partir do final do século XVIII, pós Revolução Industrial, com o ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Por essa razão, famílias constituidas por mães e pais solos, casais homoafetivos e pais adotivos se tornaram realidade no século XXI e infelizmente enfrentam muitas barreiras na aceitação social.
Além disso, as famílias representam as diversidades que existem. O sociólogo William Goode acredita que família e sociedade se complementam e possuem grande troca de influências. Para ele, não existe família ideal e cada grupos familiar possue singularidade que necessitam ser respeitadas uma vez que a sociedade se corrompe quando o indivíduo não cumpre com as obrigações para com as diferentes famílias. Apesar das famílias contemporâneas existirem, o ideal conservador de familiar e a falta de preparo para lidar com os novos grupos familiares possibilitam que elas sofram ataques homofóbios, reprovação e humilhação por parte da sociedade e da política, tornando ainda mais difícil a inclusão desses grupos uma vez que poucos aceitam a essas mudanças.
Diante dos fatos expostos, é possível concluir que há um novo conceito de família no século XXI e que é preciso haver inclusão dessas famílias. Para que isso ocorra, é preciso que haja respeito e tolerância às diversas formações familiares por meio de campanhas de conscientização realizadas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para a garantir de um futuro melhor a elas, uma vez que família e sociedade possuem grande conexão. Além disso, é de suma importância que haja a participação coletiva em denuncia contra ações preconceituosas com as diversas formas familiares, para elas se sentirem protegidas e incluidas na sociedade. Somente dessa maneira as famílias contemporâneas, como a de Pombinha e Marciana, também serão representadas e protegidas.
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