O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/10/2021
A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os cidadãos o direito a um meio ambiente equilibrado. Contudo tem-se observado que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, no que diz respeito ao combate ao comércio ilegal de animais silvestres no Brasil. Essa é uma questão muito séria que acontece tanto pela ineficiência estatal quanto por negligência parental. Sendo assim, é notável a necessidade de uma intervenção para a melhora do quadro atual.
Sob tal perspectiva, é lícito postular, em primeira análise, que a ineficiência estatal trata-se de um dos fatores para a continuidade desse problema. Segundo o filósofo prussiano Oton Von Bismarck, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social, além de oferecer o mínimo de dignidade ao cidadão. Entretanto, esse pressuposto não é plenamente empregado no país, visto que o governo não promove maiores investimentos na área, com o propósito de uma fiscalização eficiente desse comércio ilegal de animais silvestres, os quais acabam gerando um desequilíbrio ambiental, por consequência leva a surtos de uma determinada espécie por não ter outra para proporcionar uma competição, levando a uma instabilidade biológica. Sendo assim, essa problemática está ligada ao descaso governamental que não inibe comerciantes ilegais de animais silvestres.
Em segundo lugar, é perceptível que a negligência parental é um fator para a continuidade desse problema social. Isso ocorre, muitas vezes, devido o execesso de trabalha dos pais e seu ritmo acelerado do seu dia a dia, causa-se uma carência de tempo livre com seus descendentes, por conseguinte, procuram métodos alternativos para distração de seus filhos, assim comprando por meios ilegais animais silvestres, como resultado contribuem com esse ciclo de trafico. Nesse sentido, um exemplo disso foi o caso Pablo Escobar, que fez um zoologico proibido sendo composto de animais silvestres ilegais. Sendo assim, essa problematica está ligada as instituições da sociedade que incentivam o trafico como uma forma de entretenimento.
Em face a tais informações, portanto, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema. Assim, o Estado,como responsável pela garantia de direito dos brasileiros, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, deve ampliar as verbas nessa área, de modo que ofereça o mínimo de infraestrutura para o profissional que combate o comecio ilegal, a fim de uma fiscalização eficiente, com equipamentos e infraestrutura adequada.Concomitantemente, a mídia, como difusora de informações, deve promover campanhas publicitárias sobre a não aquisição de animais e produtos com origem silvestre causando o enfraquecimento dessa ilegítima área da economia. Mediante a essas ações, a sociedade brasileira poderá ter esse direito básico previsto na Constituição.